Êta povin bunda!

Olá pessoa, tudo bem? Não? Ah, ok. Não, não precisa me contar seus problemas não, perguntei só por educação mesmo. ^^

Mas enfim, legal te ver aqui no blog. Primeira vez? Legal, senta aí, se acomoda, vc vai gostar. O que? Ah, tu já tinha vindo aqui antes? Que bom então que vc tá de volta, senta aí no teu lugar de sempre, que já vamos começar a putaria, ok?

Então vamos lá.

Você, por um acaso, conhece um lugar chamado Zé da Doca? Não, não é uma pessoa, é um lugar mesmo. Fica láááááááá no Maranhão. Então, na última quarta feira, uns policiais rodoviários fizeram uma merda lá e atiraram num cidadão que, segundo os homi, tinha furado um bloqueio policial e atirado neles. Eles até levaram o cabra pro hospital da cidade, mas ele preferiu ir ver capim crescer por baixo da terra. O povo de lá, claro, disse que ele era trabalhador, que não fazia nada de errado e que ele até era bonitinho. Calma, não fique tão impressionado: sei que isso não costuma acontecer no Brasil, mas vamos dar um desconto, afinal não era nem seu parente.

Qual seria o precedimento correto num caso deste, você sabe dizer? Pois eu te conto: seria aberta uma sindicância contra os policiais, para averiguar o caso e, caso comprovado que realmente foram culpados de atirar no moço (já assumiram que sim) e que realmente foi intencional, eles tomaram nos respectivos briocos e aí “justiça seria feita”. Pode não ser a solução que você quer, mas é a solução legal.

Pois bem, o problema foi o seguinte: o povo lá de Zé da Doca (não consigo aceitar esse nome. Sério) não gostou muito do que os policiais fizeram e resolveram tomar uma decisão diplomática: vamos quebrar a cidade toda! É isso mesmo, leitor(a), os putos resolveram quebrar a merda da cidade toda.

Vamo quebrar tudo!

Vamo quebrar tudo!

Quebraram o hospital, viraram e queimaram carros e essa putaria toda. Detalhe? O hospital que os manés quebraram era o ÚNICO da região. E isso mostra que brasileiro tem mais é que se fuder de verde e amarelo mesmo, sem sombra de dúvidas!!! Eu imagino esses manés conversando:
– Porra, tu soube? Mataram bem um homi lá na BR 316.
– Oxente bixin! Sério mesmo? Tu conhecia o cabra?
– Oxi! Tô falânu, homi? É verdade! Eu num conhecia não, mas tô afim de fazer um balbúrdio!
– Hehehe. Vai ser du bão mermo. Mas o que vamu fazer? Vamo quebrá o hospital? Eu tenho prano di saúde!
– Opa! Simbora!

E foi assim que começou a merda toda. Aí, daqui a uns dias, nem uma semana, alguém vai precisar MUITO do hospital, ele não vai estar em 100% da capacidade, a pessoa acaba morrendo e aí, o que eles fazem? Simples! Quebram o hospital!

Êta povin que merece o que sofre, sabia?

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